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Documentação visual da área de estudo com informações geográficas, hidrológicas e ambientais relevantes para a pesquisa

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GEOINDICADORES E MUDANÇAS NA PAISAGEM URBANA: ESTUDO DE CASO DA ENCHENTE HISTÓRICA DE PEDERNEIRAS (2016)

O mapa a seguir mostra de maneira autoexplicativa a localização do município de Pederneiras-( Latitude: -22.352 (22° 21' 06" S),Longitude: -48.775 (48° 46' 30" W),Altitude: ~475 metros, pertence a Região Administrativa de Bauru, no Estado de São Paulo e na região Sudeste do Brasil.

Localização no Brasil, estado de São Paulo e Região Administrativa de Bauru do município de Pederneiras
Fonte: mapa IBGE-cidades

CARACTERIZAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA

A caracterização da área de estudo insere-se na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Tietê-Jacaré (UGRHI-13), que abrange uma extensão territorial de aproximadamente 11.800 km² e desempenha um papel estratégico no contexto hídrico paulista (CBH-TJ, 2020).

A representação cartográfica da Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Tietê-Jacaré (UGRHI-13) evidencia a inserção estratégica do município de Pederneiras na porção centro-oeste da bacia, consolidando-o como um ponto de convergência de fluxos hídricos regionais. O mapa destaca o território municipal como uma unidade territorial lindeira ao Rio Tietê, que atua como o principal eixo de drenagem e nível de base para a rede hidrográfica local. Nesse contexto, o Ribeirão Pederneiras desempenha um papel fundamental na morfologia urbana, atravessando o núcleo municipal de sul a norte até sua foz na margem esquerda do Tietê. Esta configuração geográfica revela que o município não apenas recebe as águas de sua própria bacia contribuinte, mas está sujeito às dinâmicas de vazão e sedimentação de afluentes provenientes de municípios vizinhos, como Bauru e Agudos. Sob a ótica da gestão de riscos, a localização de Pederneiras em uma área de topografia mais suave em relação às cabeceiras da UGRHI-13, aliada à proximidade com o corpo receptor principal, torna a análise do Ribeirão Pederneiras indispensável para compreender a propagação de ondas de cheia e a recorrência de eventos extremos, como o registrado em 2016.”

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Nesse cenário, o Ribeirão Pederneiras configura-se como um importante afluente da margem esquerda do Rio Tietê, atravessando a malha urbana do município homônimo e evidenciando a complexa relação entre o curso d’água e a ocupação antrópica. Conforme apontam Silva e Lollo (2018), a dinâmica hidrológica dessa sub-bacia é fortemente influenciada pelas características do Planalto Ocidental Paulista, onde o Ribeirão Pederneiras atua como receptor das águas pluviais de uma bacia com relevo predominantemente ondulado, o que acelera o tempo de concentração das águas em eventos de precipitação extrema. A conexão direta com o Rio Tietê, que funciona como o nível de base regional, impõe condicionantes de vazão e sedimentação que, se negligenciados pelo planejamento urbano, potencializam os riscos de inundação nas áreas de várzea historicamente ocupadas (SANTOS, 2014). Assim, a compreensão da UGRHI-13 e da morfologia do Ribeirão Pederneiras é premissa fundamental para analisar como as alterações no uso e cobertura da terra impactam diretamente a magnitude das cheias e a gestão dos recursos hídricos em escala local.

Figura 4 — Imagem da barragem da Duratex após o rompimento, em 13/01/2016.

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Barragem da Duratex após o rompimento

A Figura 4 revela a barragem já rompida, localizada na área rural, nas coordenadas 22º25’32,75”S e 48º54’33,73”W, na Fazenda Monte Alegre, município de Agudos, interior do Estado de São Paulo, pertencente à Duratex, atual Dexco.

A análise da infraestrutura hídrica da Fazenda Monte Alegre, em Agudos (SP), revela que a barragem operada pela Dexco (ex-Duratex) configura-se como um elemento central no manejo florestal sustentável da unidade, embora sua gestão técnica tenha sido impactada pela evolução do arcabouço normativo brasileiro.

Fonte indicada: imagem cedida pela Defesa Civil.

Pedreira Itatinguy

Figura 5 — Imagem da cava da Pedreira Itatinguy, Pederneiras.

Coordenadas: 22°21'35.5"S, 48°47'08.5"W.

Nesse cenário de colapso, a dinâmica hidroambiental introduziu uma variável singular de mitigação passiva: a atuação emergencial e involuntária das cavas de extração de basalto no bairro rural de Itatinguy.

Com dimensões de aproximadamente 150 metros de largura por 300 metros de comprimento e profundidade variando entre 25 e 40 metros, o vazio antropogênico foi capaz de represar cerca de 1,5 milhão de metros cúbicos de água que teriam como destino imediato a calha já saturada do Ribeirão Pederneiras.

Na figura compartilhada, visualizamos a área do buraco de extração de minérios, o qual represou as águas do rompimento da barragem da Duratex, ocorrido em 2016.

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Fonte: Imagens de Renato Reis Vision Drone — 2022.

Figura 6 — Imagem do Ribeirão Pederneiras ao norte e da cachoeirinha a noroeste do

Buracão da Pedreira. Coordenadas: -22.360689, -48.791600.

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Ribeirão Pederneiras e Cachoeirinha

Na figura, visualizamos a cachoeirinha do Ribeirão Pederneiras, evidenciando o desvio de suas águas devido à exploração de minérios que, em 2016, com a velocidade e o volume da enxurrada dos rompimentos das barragens e o efeito cascata, retomaram seu curso e desaguaram na cava de minérios.

Esse processo mitigou o que poderia ter sido uma catástrofe de proporções ainda maiores no núcleo urbano.

Fonte: Imagens de Renato Reis Vision Drone — 2022.

Cozinha Piloto — Avenida Paulista

Na Figura 8, a imagem apresentada registra os desdobramentos de um evento adverso em área urbana, relacionado à infraestrutura da Cozinha Piloto Municipal na Avenida Paulista.

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Localização: Avenida Paulista, Centro. Coordenadas: -22.356030, -48.775957.

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Localização: Avenida Paulista, Centro. Coordenadas: -22.356030, -48.775957.

Fonte: TV TEM — 2016.

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Sob uma perspectiva sociotécnica, a cena evidencia a materialização do risco e a subsequente mobilização institucional diante do desastre. No primeiro plano, a presença de agentes da Defesa Civil estabelece um diálogo direto com moradores locais.

Fonte: TV TEM — 2016.

Localização: Avenida Tiradentes, 628-698.

Coordenadas indicadas na dissertação: -22.354284, -48.774839.

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Fonte: foto cedida por Ovilço Zorzete.

à direita, o mesmo trecho durante o evento de cheia, completamente submerso sob o fluxo intenso de águas barrentas.

Essa comparação visual evidencia a vulnerabilidade da área central de Pederneiras frente à sobrecarga do sistema de drenagem pluvial e ao transbordamento do Ribeirão Pederneiras.

Fonte: foto cedida por

Avenida Tiradentes

Na Figura 9, observa-se o contraste entre duas condições extremas da Avenida Tiradentes: à esquerda, o cenário urbano em situação de normalidade, com tráfego regular e infraestrutura viária íntegra;

Localização: Avenida Tiradentes, 628-698.

Coordenadas indicadas na dissertação: -22.354284, -48.774839.

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Fonte: foto cedida por Ovilço Zorzete.

Auto Peças — Avenida Tiradentes, 275

Na Figura 10, observa-se o contraste entre o momento da inundação e o cenário pós-evento em uma área de prestação de serviço de manutenção mecânica localizada na várzea do Ribeirão Pederneiras.

À direita, o ambiente diurno revela o pós-cheia, marcado por solo saturado e recoberto por lama avermelhada, resultado da deposição de sedimentos transportados durante o transbordamento.

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Fonte: foto cedida por Ovilço Zorzete.

À esquerda, o registro noturno evidencia o alagamento das instalações, cobrindo piso, carros de clientes, ferramentas, maquinários e produtos.

Fonte: foto cedida por Ovilço Zorzete.

Coordenadas: -22.354475, -48.774750.

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Fonte: TV TEM — 2016 / imagem de Ovilço Zorzete.

O repórter, posicionado em um ponto crítico da enchente, está ladeado por infraestruturas públicas severamente danificadas, onde o colapso de muretas e o isolamento de áreas evidenciam o comprometimento da segurança estrutural e da mobilidade urbana.

Ponte Álvaro Esteves — Avenida Tiradentes

Na Figura 11, a imagem registra a cobertura jornalística in loco durante o ápice da crise hidrológica em Pederneiras, configurando-se como documento histórico-midiático da vulnerabilidade urbana perante falhas dos sistemas de drenagem e contenção a montante.

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Coordenadas: -22.354475, -48.774750.

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Fonte: TV TEM — 2016 / imagem de Ovilço Zorzete.

Localização: margem esquerda da Avenida Tiradentes, Centro. Coordenadas: -22.354485, -48.774608.

Residência na várzea do Ribeirão Pederneiras

Na Figura 12, a evidência fotográfica da Avenida Tiradentes ilustra o fenômeno da instabilidade geotécnica em áreas de várzea sob condições de cheias extremas e transbordamento de sedimentos.

Localização: margem esquerda da Avenida Tiradentes, Centro. Coordenadas: -22.354485, -48.774608.

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Fonte: TV TEM — 2016.

Observa-se um processo de erosão regressiva e perda de suporte do solo, que culminou no colapso de estruturas de alvenaria e na exposição de fundações, evidenciando a vulnerabilidade da ocupação urbana em zonas de amortecimento hídrico.

Fonte: TV TEM — 2016.

Localização: margem esquerda da Avenida Tiradentes, Centro. Coordenadas: -22.354485, -48.774608.

Residência na várzea do Ribeirão Pederneiras

Na Figura 12, a evidência fotográfica da Avenida Tiradentes ilustra o fenômeno da instabilidade geotécnica em áreas de várzea sob condições de cheias extremas e transbordamento de sedimentos.

Localização: margem esquerda da Avenida Tiradentes, Centro. Coordenadas: -22.354485, -48.774608.

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Fonte: TV TEM — 2016.

Observa-se um processo de erosão regressiva e perda de suporte do solo, que culminou no colapso de estruturas de alvenaria e na exposição de fundações, evidenciando a vulnerabilidade da ocupação urbana em zonas de amortecimento hídrico.

Fonte: TV TEM — 2016.

MAPEAMENTO CLIMÁTICO

Radar — 12/01/2016 às 18h35

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O Radar Meteorológico Doppler do IPMet-UNESP, localizado em Bauru/SP, detectou chuvas contínuas sobre o município de Pederneiras/SP, das 17h46min de 12/01/2016 às 06h00min do dia 13/01/2016.

Radar — 12/01/2016 às 20h53

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O Radar Meteorológico instalado em Bauru/SP detectou chuvas no município de Pederneiras/SP, sendo que as chuvas mais significativas, com valores de refletividade maiores do que 50 dBZ, foram detectadas entre 20h31min e 21h53min do dia 12/01/2016.

De acordo com os critérios internacionais em Meteorologia com Radar apresentados na dissertação, chuvas com níveis de intensidade superiores a 50 dBZ são classificadas como muito fortes e podem ser acompanhadas de descargas elétricas atmosféricas e ventos de rajada.

Volume pluviométrico — janeiro de 2016

No dia 12 de janeiro de 2016, Pederneiras registrou o maior volume pluviométrico daquele período, culminando na maior enchente da história do município apresentada pela pesquisa.

O evento extremo concentrou-se entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2016, ocasionando o transbordamento do Ribeirão Pederneiras e do Córrego Monjolo.

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Fonte: Banco de Dados Meteorológicos do INMET — estação Bauru-SP.

OCUPAÇÃO DA VÁRZEA

Assistência Mecânica e Funilaria na APP

A imagem apresentada constitui um registro empírico da vulnerabilidade do ambiente urbano frente a eventos hidrológicos extremos em Pederneiras, especificamente durante a inundação que culminou no decreto de calamidade pública.

Sob a ótica da dinâmica fluvial urbana, é evidente o nexo entre o estreitamento da calha do Ribeirão Pederneiras e a magnitude dos danos estruturais observados nas edificações ribeirinhas.

A compressão do leito canalizado impõe um gargalo hidráulico que, ao reduzir a capacidade de vazão, eleva drasticamente a cota de inundação e a energia cinética do fluxo.

Coordenadas: -22.354499, -48.774600.

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USO DO SOLO RURAL

Canavial na várzea — Ponte Três Túneis

A conversão das áreas de preservação permanente e das várzeas do Ribeirão Pederneiras em extensivos cultivos de cana-de-açúcar atua como um catalisador dos processos erosivos e da colmatagem do leito.

A figura constitui um registro fotográfico da região da Ponte Três Túneis e materializa o conflito entre o uso econômico da terra e a legislação ambiental na bacia do Ribeirão Pederneiras.

É possível observar o avanço sistêmico do canavial sobre as áreas de várzea, suprimindo a largura necessária da mata ciliar e ocupando áreas de proteção marginal.

Coordenadas indicadas: 22.3707 / -48.8059.

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